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Sonora Brasil: Série homenageia cultura popular e comunidades Quilombolas

Written by on 13 de novembro de 2020

Por Luck Veloso – fotos de João Faissal – A série documental Sonora Brasil mergulha na produção musical erudita brasileira, desvendando ritmos que têm origem na tradição vocal, por onde o circuito é realizado há seis anos, tendo foco no compositor Edino Krieger, destacando as comunidades quilombolas.

A programação reúne oito grupos musicais. Quatro deles são de música contemporânea, mostrando peças musicais com foco na obra de Edino Krieger. Os outros quatro grupos musicais são de tambores e batuques, trazendo para o público o importante resgate da cultura de comunidades Quilombolas.

Serão oito episódios, sempre aos sábados, às 21h, a partir do dia 21/11, até o dia 09 de janeiro.

Edino Krieger, – foto de João Faissal – Divulgação

O primeiro programa estreia na SescTV, no dia 21 de novembro com os oito episódios sendo veiculados sempre aos sábados, às 21h. Haverá também, no mesmo dia, às 16h, um bate papo ao vivo com Carlos Sandroni, professor do Departamento de Música da UFPE e com o documentarista e diretor da série, Belisário Franca, no YouTube do Sesc São Paulo.

O projeto faz parte do Ideias #EmCasaComSesc, do Sesc São Paulo, que promove desde maio, papos e debates sobre as principais questões da ebay agenda sociocultural e educativa atual, com gestores, pesquisadores e pensadores. A mediação é de Gilberto Figueiredo, analista em música do Departamento Nacional do Sesc. O bate-papo acontece no dia 21, às 16h e terá transmissão ao vivo do YouTube do Sesc São Paulo

Confira abaixo a agenda completa do evento, fornecida pelo SescTV. Convide amigos e propague a ideia!

Foto de João Faissal – divulgação

Edino Krieger e as Bienais de Música Brasileira Contemporânea

Uma Homenagem
21/11, 21h, no SescTV.

O maestro e compositor Edino Krieger compartilha suas memórias e músicos interpretam seu repertório e peças apresentadas nas bienais como forma de homenageá-lo por suas contribuições à música brasileira. Krieger fala de sua ancestralidade, das origens em Brusque (SC), do pai que aprendeu vários instrumentos, mas se dedicou ao violino e que nos anos de 1920 se aproximou da música de Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e vários compositores da época.

Duo Cancionâncias
28/11, 21h, no SescTV.

Registro do concerto do Duo Cancionâncias, formado pelo violonista Cyro Delvizio e pela cantora lírica Manuelai Camargo, no Sonora Brasil. No repertório, peças de Edino Krieger, José Vieira Brandão e Tim Rescala. Edino Krieger fala de sua trajetória, comenta que se habituou a prescindir de instrumentos para registrar suas ideias musicais e a usar lápis, papel e borracha – seus principais instrumentos de trabalho para compor.

Quinteto Brasília
5/12, 21h, no SescTV.

Concerto do Quinteto Brasília com peças de Edino Krieger, Osvaldo Lacerda e Vieira Brandão, gravado durante o Sonora Brasil, que viajou mais de 100 cidades. Traz, ainda, entrevistas do compositor Krieger e dos músicos envolvidos. O episódio mapeia acordes eruditos, ritmos populares, composições clássicas e a herança da tradição oral, além de diversidade, potência e beleza.

Octeto Polyphonia Khoros
12/12, 21h, no SescTV.

Um registro do concerto do Octeto Polyphonia Khoros, regido pela maestrina Mercia Ferreira, com o repertório de Edino Krieger. O episódio traz depoimentos do maestro, da regente e do grupo. Krieger comenta que quando se escreve para um instrumento é preciso ter conhecimento de suas spam características, conhecer a particularidade de cada instrumento para compor. Recorda do período em que esteve em Londres, entre 1955 e 1956, e aprendeu a tocar violão sozinho, ficando conhecido na colônia brasileira por interpretações de canções brasileiras de Dorival Caymmi, Noel Rosa e muitos outros.

Tambores e Batuques – Foto de João Faissal – divulgação

Tambores e Batuques
Grupo Raízes do Bolão
19/12, 21h, no SescTV

O programa exibe os “sem fins” de riquezas musicais que cabem na música brasileira. Traz Pedro Bolão falando sobre seus ancestrais que participaram da construção da Fortaleza de São José do Amapá, Macapá. Mestre Pedro Bolão define que o “mestre” é aquele que produz e toca o instrumento, e participa das rodas. De família cujo avô matava o boi, tirava a pele, fazia o pandeiro e tocava na mesma noite, os integrantes são tocadores, batuqueiros e falam da força dos batuqueiros cuja comunidade participa dos festejos nas igrejas e nas comunidades. Atualmente esta manifestação folclórica é a maior tradição cultural da região realizada durante os festejos em louvor aos santos padroeiros das comunidades afro-descendentes do Amapá.

Alabê Ôni
26/12, 21h, no SescTV

Alabê Ôni é um grupo gaúcho de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, formado pelos músicos e pesquisadores Richard Serraria, Pingo Borel, Mimmo Ferreira e Kako Xavier, que se dedicam à recuperação da história do tambor de sopapo – o Grande tambor. O grupo percussivo de raiz africana no sangue, na cultura e na espiritualidade se reuniu para agregar as manifestações dos tambores. Na língua iorubá, Alabê Ôni é uma expressão que significa “nobre tamboreiro” ou “grande mestre dos tambores”. Uma homenagem à ancestralidade da África e que resistiu por séculos em terras distantes.

Foto de João Faissal – divulgação

Samba de Tocos
2/1/2021, 21h, no SescTV

O programa visita a Fazenda de Tocos em Antonio Cardoso, na Bahia, onde o Samba de Tocos faz parte da tradição, assim como a devoção a São Cosme e São Damião. O grupo Samba de Tocos toca coco, corrido e chula. Roque da Viola fala da tradição dos antepassados e da região em que chove pouco e o povo inventa cantigas para amenizar o sofrimento como o coco, uma chula, um corrido e torna-se cantiga de samba de roda com acompanhamento dos tambores, uma tradição muito antiga.

Mestre Satu relembra a história dos escravizados em Santo Amaro que tinham o hábito de cantar nas fazendas de cana-de-açúcar e conta que as festas em sua casa duram um dia e uma noite, com carneiro, galinha e caruru, comida típica da região que mistura as origens africanas e indígenas. Roque da Viola comenta sobre a reforma agrária no sertão da Bahia e da divisão das terras onde mora e também sobre os diferentes ritmos do samba de coco, do corrido, do martelo e da chula. Edilma Neri samba desde os oito anos de idade, canta e ajuda aos pais nas rezas, e conta sobre a devoção a Cosme e Damião e a tradição do Caruru de 7 meninos. Mestre Satu explica que é mestre de samba de roda e mestre de reza, além de saber fazer o tambor com couro de veado.

Samba de Cacete da Vacaria
9/1/2021, 21h, no SescTV

A cantoria e o batuque do grupo Samba do Cacete de Vacaria, da comunidade de Cametá, no Pará, se misturam com a dança e dão o tom num repertório permeado de influências cotidianas. Maria dos Prazeres entoa um canto e Manoel Maria da Cruz discorre sobre suas origens e misturas decorrentes dos escravos e índios. Dessa miscigenação étnica nasce uma fusão sonora multicultural, o samba de cacete que tem origem nos avós do interior das senzalas como forma de diversão.

Mestre Benedito traz as memórias da estrada da vacaria, e das famílias indígenas que labutavam nas fazendas locais e que deram origem ao nome do grupo. Maria das Graças da Cruz afirma que foi criada em meia a cultura da mandioca e do samba. Os mestres sambistas se reúnem e comentam os processos musicais em ensaios que reúnem mulheres e homens de gerações distintas. Os mestres explicam a importância do uso do cacete na sonoridade do tambor. A maioria dos brincantes, batedores e mestres que residem na Vacaria são integrantes da mesma família. Os laços e parentescos aproximam famílias e aprimoram as raízes e a cultura ancestral. Manoel Vieira relembra o modo simples e artesanal com que são construídos os instrumentos, cujas técnicas são passadas entre gerações.

Serviço

Sonora Brasil no SescTV

Estreia: 21 de novembro, às 21h, com o episódio Edino Krieger e as Bienais da Música Contemporânea – Uma Homenagem

Na grade da TV até 9 de janeiro de 2021, sempre aos sábados, 21h.

Para assistir ao SescTV, consulte a operadora de televisão.

Conteúdo disponível também em SescTV .
A programação linear, em streaming é vista aqui 24 horas por dia, 7 dias por semana, grátis e sem necessidade de cadastro. Ou pode ser vista por operadoras de TV, a consultar.EDINO KRIEGER

Compositor, crítico musical e produtor cultural, é um dos principais nomes da criação musical brasileira. Seu catálogo inclui diversas obras para orquestra sinfônica e de câmara, oratório, música de câmara, obras para coro e para vozes e instrumentos solistas, além de partituras incidentais para teatro e cinema. Suas composições têm sido executadas com frequência no Brasil e no exterior.

SESC

O Sesc – Serviço Social do Comércio foi criado com objetivo de proporcionar bem-estar e qualidade de vida aos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e seus familiares. Mantido pelos empresários do setor, atua nas áreas de educação, saúde, cultura, lazer e assistência, promovendo atividades que oferecem ao seu público a possibilidade de autonomia e desenvolvimento pleno de suas potencialidades. Com o passar dos anos, esse trabalho foi estendido a toda a população, dentro do compromisso da Instituição com a sociedade. Cuidar da saúde, estudar, praticar atividades esportivas, participar de excursões e passeios turísticos, frequentar teatros, cinemas, bibliotecas e outros espaços culturais, são ações que chegam nas mais diversas localidades do país devido à presença nacional da Instituição. Em São Paulo, o Sesc conta com 40 unidades e atende cerca de 30 milhões de pessoas por ano. Além disso, aproximadamente 50 organizações nacionais e internacionais do campo das artes, esportes, cultura, saúde, meio ambiente, turismo, serviço social e direitos humanos contam com representantes do Sesc São Paulo em suas instâncias consultivas e deliberativas.

+ SESCTV

O SescTV é o canal cultural do Sesc São Paulo que enxerga a ideia de televisão não apenas como um veículo, mas como uma manifestação da arte audiovisual. Disponível gratuitamente na internet e em operadoras de TV por assinatura, o canal produz e exibe programas dedicados à difusão de diversas formas de artes. Composta de musicais, documentários e debates nas áreas de teatro, música, dança, literatura, cinema, artes visuais, cultura regional e arquitetura, nossa programação oferece ao telespectador o acesso a espetáculos e à discussão crítica sobre manifestações artísticas, e também a aquisição de conhecimentos sobre a cultura brasileira.

+ SESC DIGITAL

A presença digital do Sesc São Paulo vem sendo construída desde 1996, sempre pautada pela distribuição diária de informações sobre seus programas, projetos e atividades e marcada pela experimentação. O propósito de expandir o alcance de suas ações socioculturais vem do interesse institucional pela crescente universalização de seu atendimento, incluindo públicos que não têm contato com as ações presenciais oferecidas nas 40 unidades operacionais espalhadas pelo estado.

Acesse o Youtube do Sesc e confira!


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