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Paulo Ricardo, Bob Dylan e Neil Young trazem oportunidade de investimentos

Written by on 15 de janeiro de 2021

Por Luck Veloso – A música abre um novo caminho para quem quer além de curtir seus artistas favoritos, ter também a chance de lucrar com isso. Uma fintech oferece oportunidades que vão de Paulo Ricardo a Pancadinha, com rentabilidade na casa de dois dígitos.

Paulo Ricardo Isabella Pinheiro
Paulo Ricardo / foto de Isabella Pinheiro

Neil Young, Bob Dylan, Stevie Nicks, Paulo Ricardo, Luiz Avellar e Pancadinha. São muitos estilos diferentes dentro do universo musical, com uma coisa em comum: todos os artistas realizaram concessões dos seus direitos autorais, permitindo assim que investidores possam diversificar seu portfólio, aplicando nos chamados “royalties musicais”.

O mercado da música vem ampliando e muito essa modalidade de investimento alternativo, oferecendo aos investidores de varejo e institucionais acesso a fluxos de royalties, material que anteriormente, só era acessível para membros do setor, capital privado ou fundos institucionais.

Bob Dylan – divulgação

Os números são bem interessantes. No caso de Bob Dylan, que cedeu seus royalties e que conta com a disponibilidade de 100% do catálogo, composto por mais de 600 músicas para a Universal Music. A negociação foi feita em dezembro de 2020, rendendo algo em torno de US$ 300 milhões!

No Brasil, um dos nomes que integra o planejamento é Paulo Ricardo, que também aderiu à venda de royalties musicais, oferecendo mais esta opção para investidores. O acordo inclui 590 obras, entre elas, grandes sucessos como “Rádio Pirata“, “Olhar 43“, “A Cruz e a Espada” e “Vida Real“, canção conhecida nacionalmente por integrar a vinheta do reality show Big Brother Brasil.

Para você ter uma noção, apenas “Olhar 43” tem mais de 20 milhões de plays no Spotify. “A cada execução publica de uma canção do portfólio, os royalties são pagos aos titulares dos direitos autorais e conexos. A rentabilidade da operação advém do número de execuções”, relata Arthr Farache, CEO da Hurst, uma das empresas que cuida das operações.

A primeira captação aconteceu em outubro de 2020 e a operação foi reaberta na primeira semana de janeiro, com uma rentabilidade estimada de 12,62% ao ano no cenário base, com prazo de 78 meses. Até o dia 07 de janeiro, 44,28% do total previsto já havia sido captado.

Confira os dados revelados pelas assessorias dos artistas:

MPB

Outro brasileiro que decidiu vender seus direitos autorais é o pianista e compositor João Luiz de Avellar, consagrado de trilhas sonoras de telejornais diários em rede nacional e músicas de MPB e Bossa Nova. A Hurst adquiriu os royalties de obras e fonogramas de mais de 5.200 músicas e estima retorno de 13,79% a.a. (líquido de fees e bruto de impostos) com um múltiplo de aproximadamente 1,53x e um horizonte de investimento de 78 meses. A operação, também lançada inicialmente em outubro de 2020, foi reaberta em janeiro para uma nova tranche de captação.

Sertanejo e pagode

Destaca-se ainda a operação aberta dos royalties musicais das 468 obras de titularidade do Philipe Rangel Santos de Castro, por intermédio da Orb Music. O compositor de sertanejo e pagode, conhecido como Pancadinha, é consagrado por suas composições, como “Largado as Traças“, “Bebi Liguei“, “Carrinho na areia“, “Chave e Cadeado” e outros. Os pagamentos mensais de royalties geram o retorno esperado para operação de 13,00% a.a. (líquido de fees e bruto de impostos) com um múltiplo de aproximadamente 1,50x e um horizonte de investimento de 78 meses.

Mercado crescente

Dados do relatório anual da IFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica) mostram que a receita total do mercado mundial de música gravada cresceu 8,2%, subindo para US$ 20,2 bilhões em 2019. A receita de streaming atingiu US$11,4 bilhões, respondendo por mais da metade do faturamento (56,1%). Ao todo havia cerca de 341 milhões de usuários de serviços de streaming pagos no final de 2019, sendo a América Latina a região que mais cresceu, 18,9%. O Brasil registrou um incremento de 13,1% em streaming. Hoje o Brasil ocupa a 10ª posição no ranking de maiores mercados de música no mundo com US$ 327 milhões em música gravada.


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